Fim dos 64 dias de aviso prévio

por

em

Demissões de treinadores extremamente criticados não é uma novidade no futebol brasileiro. Mas não me lembro de ninguém que tenha passado o que viveu Roger Machado no São Paulo. Foram 64 dias entre sua chegada e sua saída. E é bem possível dizer que esse período foi mais de aviso prévio do que de trabalho.

Chegou para substituir Hernan Crespo, um treinador muito bem-quisto pela torcida, principalmente por sua capacidade de ser sincero. O discurso dos 45 pontos para escapar do rebaixamento não agradou aos que estão na diretoria tricolor e que precisavam de novidades após a renúncia de Júlio Casares.

Com uma comunicação complicada pelo uso do “tatiquês”, Roger passou dois meses como alguém que foi indicado por uma pessoa que a torcida quer longe do Morumbis. Ao mesmo tempo que deu a benção ao treinador, Rui Costa foi involuntariamente o responsável pelo ódio que os torcedores tinham ao técnico.

Roger Machado não é o responsável pelos problemas do São Paulo. Aliás, bem longe disso. Mas acabou como o escudo de um time que conta com sérios problemas administrativos, financeiros e de qualidade no campo.

A entrada do Ferrerinha e sua expulsão com uma diferença de 30 segundos é o resumo do caos vivido por um time que sabe o que quer, mas que não sabe como chegar nos seus objetivos.

Dorival Júnior vai ser procurado. Último treinador campeão pelo time, com uma inédita Copa do Brasil, o ex-técnico da seleção brasileira vai ser chamado para promover um novo milagre. Mas até quando isso vai acontecer? Até quando treinadores vão servir de escudo para um clube sem rumo? Só Deus sabe.

Só sei que o Roger Machado vai ter um descanso dessa rápida e traumática passagem pelo Morumbi. Um livramento, convenhamos!!!

Até a próxima, Produção!!!


Deixe um comentário