Quando os fogos pipocaram no ar na celebração da chegada de um novo ano, não havia qualquer torcedor que imaginava um 2026 em que Flamengo e Palmeiras não fossem protagonistas. No máximo imaginavam o Cruzeiro incomodando, mas nada além disso.
Janeiro terminou e os protagonistas passaram a agir como coadjuvantes. O que começaria com mais um ano de disputa polarizada, passou a ser um início de dúvidas, de incertezas sobre o futuro de cada um destes personagens.
No caso do Flamengo se poderia colocar uma observação em decorrência do início do time no Campeonato Carioca com o Sub-20. O elenco que não disputou a Copinha acabou passando vergonha e deixado de lado com a possibilidade de o clube disputar o “quadrangular da morte” que levará dois times para a segunda divisão estadual.
Os atores principais foram chamados às pressas. Apesar de ser “apenas o estadual”, a pressão de uma vergonha histórica pesou. A cavalaria veio, ganhou do Vasco e depois disso são três derrotas seguidas: Fluminense pelo Cariocão, São Paulo pelo Brasileirão e Corinthians na Supercopa Rei.
O talento não sumiu, mas a garra vista em 2025 não retornou. As derrotas em sequência não acontecem por um futebol ruim (aliás, bem longe disso). Mas são consequências de uma apatia incompreensível. De um comportamento visto em um elenco que transparece estar com o rei na barriga.
O caso rubro-negro seja o mais fácil de mudar. Tem um grande elenco, peças à vontade para usar e um bom técnico. Basta ter vontade.
Algo diferente do que se vê no outro protagonista desta história. O Palmeiras apresentou lampejos de um bom futebol neste início de temporada, principalmente na vitória contra o São Paulo. Mas de resto, vitórias protocolares no Paulistão, um empate mais ou menos no Brasileirão e duas derrotas preocupantes, sendo uma goleada e uma mais simples, mas com muita apatia, mesmo tendo um homem a mais em campo por boa parte do segundo tempo.
Um time espaçado, que resolveu jogar a maior parte das vezes com lançamentos, sem usar o talentoso meio de campo e com o ataque que ainda não exerceu plenamente a sua criatividade.
Claro que existe espaço para a melhora. Mas no caso palmeirense tal ajuste não é tão simples. Além da mudança de estratégia (ponto de responsabilidade da comissão técnica), é necessárias contratações. Não sou daqueles que simplesmente defendem que jogadores sejam contratados e ponto final. É necessário fazer sentido, algo que o Palmeiras precisa e muito.
Um zagueiro experiente para ser titular. Se for canhoto, ótimo, mas um destro cairia muito bem. Um camisa cinco que carregue o piano e libere Marlon Freitas e Andreas Pereira para frente. Um ponta esquerda habilidoso. E um camisa 9 de características mais clássicas, um pivô, alguém seja uma alternativa aos bons Flaco Lopes e Vitor Roque.
Claro que é fácil vir aqui e escrever tudo isso, sem qualquer tipo de pressão. Mas vejo que tudo que foi apresentado nesse texto seja de claro conhecimento de quem vive o dia a dia de Flamengo e Palmeiras, portanto, sem novidades. Mas é necessário que ambos acordem, caso ainda queiram manter o domínio do futebol brasileiro.
Até a próxima, Produção!!!

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