Frio e chuva em terras paulistas. Para quem tem a oportunidade de não madrugar em uma sexta dessas, o tempo esteve bem convidativo para ficar na cama e aproveitar um pouco mais o sono.
Mas valeu a pena trocar essa preguiça para assistir a goleada da seleção brasileira contra a Coreia do Sul.
Não pelo resultado, já que a diferença entre os dois times é gritante. Mas por verificar que finalmente o Brasil sabe o que quer dentro de campo.
Sem um camisa 9 e um camisa 10, como todos querem, a seleção priorizou o coletivo e a divisão de responsabilidades para armar e finalizar. O quarteto ofensivo (e por favor, não vamos arrumar apelidos para isso como fizemos em 2006) conseguiu, com muita movimentação e inteligência, arrumar os espaços necessários para furar a defesa sul-coreana, que por muitas vezes ficava com oito jogadores dentro da própria área.
Rodrygo e Vini conseguiram formar uma boa dupla pela esquerda. Matheus Cunha estava mais para meio-campista do que para centroavante. E Estêvão aproveitou melhor as chances pelo lado direito. Além disso, Casemiro e Bruno Guimarães foram dois “motorzinhos” no meio de campo, ou como diz o ex-zagueiro Ricardo Rocha, jogaram como vitrola: correndo e cantando o jogo.
A defesa foi desafiada apenas nos momentos em que a Coreia subia a marcação e tentava criar alguma dificuldade. Bento só não foi um completo torcedor em campo, pois a jogada do quarto gol começou com um soco dele após cruzamento na área.
Mas do mesmo jeito que a chuvosa sexta em terras paulistas segue, o que não empolga em nada para o restante do dia, temos que segurar o “empolgou” com o selecionado brasileiro.
Os amistosos servirão para aprimorar o time para a Copa. Nada além disso.
Torcer para hexa segue valendo, mas destorcer a realidade para inflar a seleção não vale.
Portanto, brasileiros, calma!!!
Até a próxima, Produção!!!

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