Desde que me entendo por gente vejo que o futebol é formado por uma série de ações arriscadas. Nada, absolutamente nada lhe dá garantia de vitória e conquista de títulos. E o Botafogo vai para essa linha mais uma vez ao apostar em um treinador que nunca treinou um time na vida: Davide Ancelotti.
Aos 35 anos (36 a partir de 22 de julho), o filho e auxiliar técnico de Carlo Ancelotti vai ter sua primeira experiência como técnico em um time que briga por títulos, mas que vem de um trauma em relação a sua eliminação na Copa do Mundo de Clubes.
Davide chega ao time da estrela solitária sem que ninguém conheça o seu estilo próprio. E seria até algo covarde buscar entendê-lo a partir das ideias de seu pai. O fato de ter o mesmo DNA não significa que tenha o mesmo pensamento sobre o esporte bretão.
Além disso, o novo comandante botafoguense vai começar sua carreira em um País em que nada se assemelha a trajetória que teve seu pai. Enquanto a Europa existe um tempo grande para treinos e implantação de sistemas de jogo, no Brasil Davide vai enfrentar uma verdadeira maratona de jogos a cada três dias para tentar tirar algo deste time.
Além disso, terá que lidar com os desfalques de uma janela de transferências que tirou dois grandes nomes desta equipe: Igor Jesus e Jair. Ou seja, o cenário é de mais perguntas do que respostas para o segundo semestre do time.
Claro que parece mais seguro apostar em um nome mais experiente para este momento, mas como já escrevi no começo deste texto, o futebol é formado por uma série de ações arriscadas e o Botafogo resolveu tomar mais uma delas.
Só o tempo dirá o que realmente vai ser deste “chute” de John Textor.
Até a próxima, Produção!!!

Deixe um comentário