Ainda estamos aqui… Sorrindo!!!

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“Parece um sonho”, mas o que aconteceu às 23h56 do dia 2 de março de 2025 é uma grande realidade. A vitória de Ainda Estou Aqui na categoria de Melhor Filme Internacional, do Oscar®, transformou o domingo de Carnaval em noite de Copa do Mundo. Telões, projeções, shows interrompidos, celulares na transmissão e anúncios nos mais diversos lugares mostraram que os brasileiros seguiram exatamente o que pede a personagem Eunice Paiva (Fernanda Torres) em uma das cenas icônicas do filme. “Nós vamos sorrir. Sorriam!!!”.

Não estou aqui para escrever um texto como se fosse um baita especialista em cinema. A ideia é apontar algumas observações sobre esse dia icônico para um País que ainda precisa aprender a valorizar as produções nacionais, independente de gênero.

A estatueta na mão de Walter Salles parecia ser segurada por outros tantos que lutaram para levar histórias brasileiras para as telonas. Desde as chanchadas da Atlântida e da Vera Cruz, passando por Glauber Rocha, Roberto Farias e Cacá Diegues, os filmes dos Trapalhões e da Xuxa que levaram um número gigante de crianças para o cinema. Aqueles que aproveitaram o período de redemocratização para experimentar de tudo no cinema desde a década de 1980 e tantos outros que poderiam ser citados e que ainda vão ser vistos no futuro.

Mas também é necessário citar que este filme e está estatueta também são importantes para acabar com a cultura do esquecimento sobre a história do Brasil. Os sete anos de produção fizeram com que Ainda Estou Aqui fosse uma película sobre o passado, mas que é preciso ser visto com o olhar do presente.

O processo de desaparecimento de Rubens Paiva durante a ditadura militar poderia ser revisto caso o 8 de janeiro de 2023 desse certo para aqueles que são antidemocráticos. Ao receber o principal prêmio do cinema, o Brasil reforça um alerta de que não se deve sucumbir aos extremistas que consideram que se ajoelhar diante um ditador seja mais importante que a nossa liberdade.

Portanto, por mais que o “clima de Copa do Mundo” seja irresistível e que o Carnaval tenha mais um motivo para ser celebrado, temos que seguir alertas e DEFENDER A DEMOCRACIA, SEMPRE!!!

Não podemos achar que os fatos que ocorreram no passado não podem se repetir. “Um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la” (Edmund Burke).

Viva o cinema brasileiro!!!

Viva a democracia!!!

Até a próxima, Produção!!!


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