Acabou para a seleção brasileira. Nos pênaltis, os uruguaios foram os vencedores. Mas o resultado não é o que preocupa. No período mais longo de treinos que terá à disposição antes da Copa do Mundo, o Brasil demonstrou uma série de involuções, entre elas, táticas, técnicas e de vontade.
Em quatro partidas, o Brasil enfrentou duas equipes que estão abaixo de seu nível. Contra a Costa Rica, transformou um jogo em um treino de defesa contra o ataque, porém, a defesa saiu vencedora pela falta de alternativas.
Contra o Paraguai, o Brasil não precisou se impor como na estreia, mas conseguiu demonstrar um futebol melhor e venceu por muitos méritos, principalmente por aproveitar os espaços que estavam disponíveis na partida.
Contra Colômbia começou bem, mas depois tomou um olé atrás do outro. Os colombianos controlaram a partida da maneira que queriam e assim garantiram a liderança do Grupo D e forçou o Brasil para encontrar o Uruguai.
O que poderia ser uma partida desafiadora para a nossa defesa, o jogo em Las Vegas foi bem mais ou menos. Sem grandes chances de ambos os lados. Mas neste caso, o saldo é mais negativo para o Brasil que ficou 20 minutos tocando a bola de um lado para o outro e só bateu no em uma oportunidade, com Endrick.
A falta de ímpeto poderia enganar aqueles que assistiram à partida a partir do final da segunda etapa, pois quem parecia que estava com um a menos era o Brasil. A falta de alternativas, a demora nas mudanças ousadas apontou uma série de problemas que foram muito além do resultado.
A Copa América apenas nos aponta um caminho de uma evolução necessária em vários aspectos. Dorival Júnior precisa entender que este futebol pragmático que foi apresentado em terras estadunidenses não vai funcionar nunca e apenas mostra ao torcedor que a fila de 24 anos pode chegar a 28 com muita facilidade.
Para a seleção resta as Eliminatórias. Para os torcedores, é melhor voltar o foco exclusivamente para os clubes.
Até a próxima, Produção!!!

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