Torcedor não grita nome de diretores, mas eles são importantes

Sem jogos oficiais no Brasil desde 21 de dezembro, a janela de transferências vira o assunto único até o retorno dos estaduais. Mas neste período 2025-2026 o que chama a atenção não é a contratação de um craque ou renovação de treinadores, mas a busca por diretores de futebol ou CEOs que sejam profissionais e que evitem os clássicos problemas dos nossos cartolas.

A saída de Fabinho Soldado do Corinthians e sua ida ao Internacional foi o começo. O time de Parque São Jorge, um dos mais bagunçados nos bastidores, acabou fechando com Marcelo Paz, nome conhecido por reerguer o Fortaleza e levar o Leão do Pici para a Libertadores, e depois viu a derrocada do time e sua volta à Série B no período em que liderava sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Antes o Timão procurou Bruno Spindel, ex-Flamengo, e que agora acabou anunciado como o novo chefe no Cruzeiro.

Além deles, temos os protagonismos de outros nomes como Alexandre Mattos, que se destacou no Cruzeiro entre 2013 e 2014, participou da remontada do Palmeiras entre 2015 e 2019, e que agora tenta fazer milagre no Santos.

Também tem José Boto, que dirige o Flamengo e traz consigo a frieza europeia para manter o processo do time que não quer fazer loucuras e ao mesmo tempo quer se manter forte.

E por outro lado, Anderson Barros, que no Palmeiras tem uma “uma liderança silenciosa”. Poucas entrevistas e muito trabalho interno. Diferente de seus colegas de outros times, prefere ficar longe dos holofotes e deixar o protagonismo para os jogadores e a comissão técnica (e para a presidente Leila Pereira).

Tais nomes não serão gritados pelas suas respectivas torcidas como se fossem ídolos. Não terão bandeirões com seus rostos ou serão venerados como gênios. Mas estes diretores profissionais são importantes em um futebol que cada vez mais exige especialistas e menos torcedores.

Os cartolas das antigas, que faziam loucuras por seus times sem medir qualquer consequência, ficaram no passado muito distante. Hoje são histórias para contar em documentários ou em programas que querem explorar as resenhas de um tempo distante.

Agora chegou o momento de entregar os clubes para quem tem mais racionalidade para liderança. A irracionalidade fica para os torcedores que vão analisando os fatos conforme os resultados.

Não estou dizendo que estes diretores não são cobrados por seus resultados, mas eles contam com muita experiência para entender os erros e acertos, assim entregando planos concretos para que os clubes vençam pelo projeto e não pelo acaso.

Até a próxima, Produção!!!

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