Jogar na altitude não é uma novidade para o Palmeiras. Encarou e venceu o Bolivar em La Paz (3.650 metros). Mas diferente do que aconteceu na primeira fase, o Verdão esqueceu a atitude e tomou um sonoro 3 a 0 da LDU em Quito (2.850 metros) nesta quinta-feira (23/10). Além do vareio, se vê com a necessidade de um milagre no Allianz para seguir na busca pelo tetra.
A primeira etapa foi para lá de desastrosa. A cada passo que o time equatoriano dava para frente, o time brasileiro dava dois para trás. Parecia aceitar passivamente o domínio dos donos da casa.
Além disso, a falta de concentração na marcação foi fatal, principalmente quando deixava livre diversos jogadores na entrada da área.
Diferente de Botafogo e São Paulo que foram vítimas de um poderoso contra-ataque da LDU, o Palmeiras entregou de bandeja as decisões do jogo e só não tomou mais no primeiro tempo, pois Carlos Miguel ainda garantiu minimamente o setor defensivo.
Na segunda etapa, os donos da casa simplesmente esperaram para o ver o que acontecia. O Palmeiras finalmente resolveu tentar um mínimo de domínio das ações, mas sem concentração não conseguiu criar muito. Sosa foi o que passou mais perto de marcar.
Agora a volta, no Allianz, vira um processo de verdadeiro milagre. O ataque que costuma marcar três, quatro ou até cinco em seus adversários, será mais do que necessário para carimbar uma vaga na final.
Na altitude de 762 metros da cidade de São Paulo, o Palmeiras precisará reencontrar sua atitude para seguir em busca do tetra. Caso contrário, vai se dedicar exclusivamente ao Brasileirão.
Até a próxima, Produção!!!



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