Corinthians segue, pois teve ‘cabeça fria e coração quente’

Após a conquista da Libertadores de 2021, Abel Ferreira relembrou uma conversa que teve com o presidente do PAOK, Ivan Savvidis. Nascido no distrito de Tsalka, em tempos em que a Geórgia era uma república soviética, o dirigente abordava a necessidade de uma maior frieza por parte dos latinos. Ivan considerava que o sangue quente atrapalhava.

Abel, que foi técnico do PAOK antes de seguir para o Palmeiras, resolveu misturar a frieza soviética com o sangue quente dos latinos. Reforçou que o alvi-verde precisava ter a cabeça fria para tomar as decisões corretas dentro de campo e o coração quente para jogar o futebol.

Tal mistura foi explicada com classe no livro “Cabeça Fria Coração Quente”, da editora Garoa Livros. Com a vontade de deixar um legado em letras durante sua passagem pelo Brasil, Abel e sua equipe explicaram o passo a passo de tudo que fizeram para transformar o Palmeiras em um verdadeiro acumulador de taças.

Fã de automobilismo, e principalmente de Ayrton Senna, Abel Ferreira chamou cada capítulo do livro de “volta“, como se fosse uma grande corrida. Na volta 28, intitulada ‘A hitória do livro sobre o Marcelo Gallardo’, o técnico lembra que mesmo após estudar o River Plate para a disputa da semifinal da Libertadores de 2020, ainda queria entender a mentalidade do técnico adversário. Então resolveu ler o livro “El Pizarrón de Gallardo: Asíarmó um River ganhador (“A Lousa de Gallardo: Assim montou um River vencedor”)”.

A leitura foi extremamente benéfica para Abel, que conseguiu passar deste grande desafio e chegar na final da Libertadores, depois vencida em cima do Santos, em pleno Maracanã, o primeiro título profissional do português como técnico.

Relembro tudo isso, pois a impressão que passou nos dois jogos entre Palmeiras e Corinthians nessa Copa do Brasil é que o time de Parque São Jorge leu o livro de Abel e prestou atenção em todos os detalhes. Já o alvi-verde parecia esquecer de cada palavra, de cada momento, de cada gesto de calma.

O nervosismo palmeirense foi mais forte do que sua possibilidade de jogo. A expulsão de Anibal Moreno por uma cabeçada é apenas o resumo de um time que foi para lutar uma guerra e não para jogar futebol. Que teve a cabeça quente e o coração frio, diferente de seu adversário.

Aliás, mais parecia uma nova versão daquele filme “Se eu fosse você”, pois é o Corinthians que tem a fama e a história de luta, garra e guerra. O Palmeiras sempre foi do futebol bonito e imponente.

Venceu e se classificou quem fez a melhor leitura (de jogo e do livro).

Ao Palmeiras, uma dica: LEIA O LIVRO DO ABEL!!!

Até a próxima, Produção!!!

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