Da festa sul-americana ainda há o Tricolor das Laranjeiras

Se a esperança do futebol sul-americano estava nas equipes brasileiras, quem chegou mais longe foi a equipe em que menos se acreditou. Enquanto os fortes Botafogo, Flamengo e Palmeiras deixaram o sonho do mundial pelo caminho, o Tricolor das Laranjeiras ficou com a incumbência de ser um “bicão” em uma festa europeia.

Se o Botafogo surpreendeu na primeira fase e sucumbiu a um compatriota. Se o Flamengo caiu diante da força bávara. E se o Palmeiras não conseguiu ultrapassar o velho conhecido inglês. O Fluminense transformou uma possível queda na fase de grupos em uma campanha gigantesca.

Não é que o Tricolor fez um futebol de encher os olhos, mas conseguiu com muita raça, simplicidade e coletividade chegar em uma semifinal com todos os méritos. E tem em seu comandante, Renato Gaúcho, alguém que consegue ter a confiança mais do que necessária para superar qualquer tipo de adversidade.

Renato não virou um “novo Telê Santana”, mas mostrou que não é um “malandro” que não sabe de nada como muitos tentam pintar. Chegar na final será difícil, mas não impossível.

Aos demais

Botafogo. A questão não é o que pode jogar, mas aquilo que deixou de jogar no momento mais decisivo. Sem Igor Jesus no ataque e Jair na defesa, além de outras possíveis baixas (sem contar o técnico), o time precisará se arrumar para dar uma resposta na Libertadores e Copa do Brasil. O Brasileirão não é impossível, mas não é favorito para um bi consecutivo.

Flamengo. Perdeu o seu jogador diferente, Gerson. Precisa lidar com Pedro, um centroavante com pretensões de jogar pela seleção, mas que não se encaixa no atual modelo de jogo. Tem elenco para conquistar uma das três taças restantes. Jorginho pode dar um outro sentido ao meio-campo, mas será necessário a contratação de um grande nome para suprir a ausência de seu principal jogador.

Palmeiras. Não fez um mundial de brilhar os olhos. Cresceu na fase eliminatória, mas precisa evoluir. Resta saber o que será deste elenco com a janela de transferências, Êstevão vai para o carrasco Chelsea. Richard Rios, Piquerez, Veiga e Gustavo Gomez são outros que podem deixar o time. Sem o projeto mundial, Abel Ferreira e seus Blue Caps vão ter que quebrar a cabeça para remontar sua estratégia diante dos três torneios que restam.

Ninguém ganhou o troféu “joguei de igual para igual” desta vez. A festa nos Estados Unidos terminou para a maioria e a loucura do segundo semestre está cada vez mais perto.

Até a próxima, Produção!!!

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