Artur Jorge não segue como técnico do Botafogo para 2025. Mesmo com a possibilidade de conquistar mais títulos pelo time da Estrela Solitária e a disputa do Mundial de Clubes, o treinador preferiu os petrodólares do Qatar. Eu sei que cada um tem a sua escolha e ela deve ser respeitada, mas do mesmo jeito que cobramos os clubes sobre trabalhos de longo prazo, também temos que cobrar os técnicos.
Com as exceções de Palmeiras e Fortaleza que mantém Abel Ferreira e Juan Pablo Vojvoda, respectivamente, há mais tempo, o restante das equipes brasileiras passam por trabalhos curtos e feitos sem qualquer tipo de planejamento visando o futuro das equipes.
A saída do agora ex-técnico do Botafogo é noticiada 24 horas após a informação de que Abel Ferreira pode renovar o seu contrato com o Palmeiras até 2027, ou seja, apresentando a possibilidade de ficar sete anos consecutivos no comando do Alviverde de Palestra Itália.
Levando em conta o tempo médio de um treinador no Brasil (cerca de três meses), Abel virou proporcionalmente o “Alex Ferguson brasileiro”, em referência ao técnico que ficou 27 anos no Manchester United.
Claro que a maior parte das demissões de treinadores passam por clubes sem planejamento, que não são organizados administrativamente e que contam com presidentes que fogem da realidade e que não aguentam três jogos sem vitória para demitir.
Mas também existem os casos daqueles que encerram trabalhos (alguns até bons) no meio do caminho, atrapalhando o clube. Jorge Jesus é um exemplo, deixou um Flamengo em alta, com a possibilidade de criar um verdadeiro domínio nacional e na América do Sul para treinar o Benfica.
Não estou aqui escrevendo que os técnicos são maiores que os clubes e que os torcedores devem torcer por eles, mas está cada vez mais claro que times bem planejados, com trabalhos de longo prazo e que sabem se reinventar contam com uma possibilidade maior de briga por títulos ou mesmo de grandes resultados.
Não é impossível que o Botafogo tenha um gigante 2025, mas está perdendo peças que poderiam potencializar essa chance de um grande ano novo. Agora vai ter que ir atrás de uma nova liderança e remar tudo novamente.

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