No canal fechado GNT, existe um belíssimo programa chamado Chegadas e Partidas, apresentado pela sensacional Astrid Fontenelle. A ideia da atração é contar as histórias daqueles que embarcam e desembarcam em aeroportos, assim apresentando pessoas que vivem o momento da alegria da chegada ou mesmo da tristeza da partida.
Muito bem, este é o momento vivido pelo futebol. Fim de temporada (menos para o Botafogo que disputa o Intercontinental), os clubes buscam repensar seus elencos para o próximo ano. No caso deste início de férias, essencialmente com partidas e não com chegadas.
A primeira oficialmente é de Renato Gaúcho. Neste caso, a partida ocorre após um desgaste gigantesco de uma passagem que passou longe do sucesso. O maior ídolo do tricolor gaúcho acabou lidando com polêmicas e com o uso da “muleta” da enchente no Rio Grande do Sul.
A mesma enchente que também vitimou o Internacional, mas que no caso Colorado não se transformou em “muleta”, pois entenderam as dificuldades e souberam fazer as mudanças corretas. Renato quis se portar mais como um “Deusnato” (como alguns torcedores o chamam) e não soube tirar mais desta equipe.
Não é que considero o elenco do Grêmio como um dos melhores do Brasil, mas tinha a oportunidade de fazer um pouco mais e lutar por posições na primeira parte da tabela do que passar boa parte do tempo lutando para não cair. A partida de Renato pode fazer bem para os dois lados.
Outra partida, essa ainda não oficial até o momento em que escrevo este texto, é de Dudu no Palmeiras. O maior símbolo da retomada palmeirense para a glória, a partir de 2015, não tem clima com a atual direção. A presidente do clube, Leila Pereira, não morre de amores pelo camisa 7 e quase levou o atacante em seu avião para Belo Horizonte, assim chegando ao Cruzeiro.
Este é outro caso em que fará bem para os dois lados. Por mais ídolo que Dudu seja, não é bom para ele e para o elenco ficar no banco de reservas e ser usado só quando dá. Claro que os motivos para isso devem ser esclarecidos, pois não considero que seja apenas a contusão no joelho, mas ficou claro que a relação bateu no teto.
Para não dizer que tudo é despedida, existem as “ficadas”, no caso o fico de Fernando Diniz no Cruzeiro. Neste caso existem os dois lados da moeda. De um lado um treinador muito autoral, que gosta de ser avaliado pelo futebol e não pelos resultados, e que quer jogar bonito a todo o custo. Do outro, uma torcida que quer melhores resultados, que ficou extremamente frustrada pela derrota na final da Conmebol Sulamericana e que viu uma vaga na fase prévia da Conmebol Libertadores escapar.
Claro que o ano de 2024 não foi o melhor para os fãs do “Dinizismo”, aliás, bem longe disso. Mas ainda existe a esperança de que com mais tempo de trabalho e alguns investimentos a mais (inclusive a chegada de Dudu) possam dar mais alento para os cruzeirenses.
Estamos apenas no primeiro dia desse “aeroporto” chamado futebol brasileiro. Chegadas e partidas ainda vão ocorrer, aos montes. Vamos prestar atenção e entender cada uma dessas histórias. Pena que não vai ser a Astrid Fontenelle que vai contar.
Até a próxima, Produção!!!



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