Valentia do Peñarol não superou o passeio do Botafogo

Convenhamos, a goleada do Botafogo em cima do Peñarol, na semana passada, até tirou um pouco da graça de uma semifinal da Libertadores. Mas a garra uruguaia, somada a busca de um milagre, fez com que o jogo desta quarta-feira (30/10), ganhasse sua graça.

A equipe da estrela solitária entrou com um time misto e buscava evitar qualquer problema para encarar a sua primeira final de Libertadores. E de certo modo conseguiu fazer a sua parte. Mas para isso teve que ver a raça de um time que parecia lutar não apenas por um resultado impossível, mas que precisava lavar a sua honra.

Se era esperada uma violência demasiada, o que se viu no estádio Centenário foi um bom jogo de duas equipes gigantes, sendo que uma acostumada com a competição e outra querendo fazer a sua história.

Parabéns, Botafogo! A primeira final de sua história será um carnaval brasileiro fora de época e fora de casa. O Monumental de Nuñes será uma mistura de Mineirão com Maracanã, de Arena MRV com Estádio Olímpico Nilton Santos, e Buenos Aires assistirá mais uma festa brasileira no continente.

Agora está garantida a 24ª taça para os times brasileiros na Libertadores. A 19ª nos últimos 32 anos. Um domínio digno de aplausos, mas também de grande preocupação sobre a organização do futebol nos demais países da América do Sul.

30 de novembro, um sábado, a América será pintada de preto e branco. Resta saber se o sotaque será carioca ou mineiro.

Até a próxima, Produção!!!

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