Enquanto todos se despediam do maior técnico da história da seleção brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo, a CBF afinava os últimos detalhes para ter Dorival Junior no comando técnico do selecionado nacional. Poucos minutos após o fim do funeral do Velho Lobo, o então treinador do São Paulo foi oficialmente anunciado em seu novo desafio. É uma realização pessoal para Dorival. Mas em meio ao caos da Confederação, será que vale a pena?
Era muito difícil que Dorival Junior deixaria o sonho de lado devido aos problemas vividos na CBF. O treinador claramente entende que não teria uma nova chance no futuro. Vai que a CBF aposta em um estrangeiro ou vai que algum outro tome o protagonismo e por consequência assuma o cargo.
Portanto, é bem compreensível que Dorival deixe a “tranquilidade” no São Paulo para seguir seu coração. Competência e experiência não faltam. O desafio será entender como encaixar os jogadores em um futebol mais coletivo e menos individual. Outro ponto é entender como lidar com as pressões por determinados nomes.
Também seria importante entender quem será o diretor de seleções e se haverá a figura de um coordenador técnico, ou seja, um outro técnico que possa dar a Dorival uma oportunidade de debater a seleção nos mínimos detalhes, algo que será impossível com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, e que claramente não sabe nada do esporte bretão.
Ao Dorival é necessário desejar sorte, pois com essa instabilidade política da CBF, ele nem esquentou o banco e já pode ser ameaçado. Que o espírito de Zagallo, Telê e tantos outros possam iluminar seus pensamentos para este desafio.
E agora é a vez do “Sr. Dorival”.



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