Acabou a primeira rodada do Brasileirão e convenhamos que foi até mais agitada do que poderia se esperar. Teve favorito jogando mal e time em crise jogando bem. Teve sinal de alerta e teve falta de preparação. Foram muitos gols, 30. Mas houve pouco público para a estreia. Começou o campeonato fadado a viver sua versão mais insana. Um verdadeiro multiverso da loucura.
Em Belo Horizonte, Atlético-MG e Palmeiras fizeram um jogo maluco. Mas claramente em consequência da pouca preparação. O Galo segue na dependência de Hulk e falha na bola parada. O Porco tenta se reinventar com leveza em seu meio de campo, mas ainda dependendo da dupla sertaneja Flaco & Roque.
Ao mesmo tempo, em Porto Alegre, o Internacional deixou claro que gastou toda a sua energia no Grenal do final de semana e viu o Athletico-PR vencer sem grandes problemas. Agora o Colorado entra no dilema: segue levando a sério o Gauchão ou foca no Nacional e na sequência Flamengo, Palmeiras, Remo e Atlético-MG? Para o Furacão, um bom retorno para a Série A, mas com muito chão para percorrer.
Em Curitiba, o Coritiba perdeu para o Red Bull Bragantino. O Coxa mostra que ainda precisa evoluir para ter força suficiente para não cair novamente. No caso do BragaBull, o começo de ano é bem mais promissor do que o final do ano passado. Resta saber se terá fôlego para o ano inteiro.
Em Salvador, o Vitória passou pelo Remo. O rubro-negro baiano segue aguerrido dentro de seus domínios, mas precisará melhorar fora de casa para não enfrentar os fantasmas de 2025. Para o Remo, a esperada volta à elite não iniciou bem. Mas quem sabe Belém possa ajudar para que a permanência aconteça.
No Rio de Janeiro, o Fluminense foi diferente do Internacional. Demonstrou que não gastou toda a energia no Fla-Flu e venceu com sobras. Já o Grêmio precisa acordar para a vida, pois caso contrário não escapará da segundona dos infernos.
Em Santos (sim, em Santos), Corinthians recebeu o Bahia. No primeiro jogo com o elenco mais completo, demonstrou força, mas faltou concentração. Viu o Tricolor baiano triunfar na casa do Pelé. Se para um lado a cabeça estava na Supercopa Rei, para o outro existe luta para subir alguns degraus no Nacional.
Em Chapecó, o Índio Condá aprontou para o Peixe. Uma virada insana. Mas além do resultado, o outro destaque é a linda camisa da Chapecoense. Uma homenagem ao Atlético Nacional da Colômbia às vésperas dos 10 anos da tragédia com time catarinense. Uma bela lembrança para aqueles que foram tão solidários.
Em São Paulo, o Tricolor conseguiu separar a crise interna do campo e virou contra o Flamengo. A raça demonstrada em seus domínios será muito necessária para escapar de algo pior. Para o Rubro-Negro, é bom lembrar que estamos em 2026 e não há espaço para times que tenham o rei na barriga. Segue favorito para tudo que disputar, mas precisa atuar e lutar para isso.
Em Mirassol, o “Mirashow” virou contra o Vasco e segue demonstrando que sua chegada à elite em 2025 não foi atoa e que a mentalidade segue a mesma. E falando em “mesma”, o Vasco segue na mesma toada. Tem talento, tem raça, mas não tem um futebol consistente. Evoluiu no manto (um dos mais lindos da Série A), mas precisa evoluir com a bola nos pés.
E de volta ao Rio, outro clube deixou a crise e as desconfianças de lado para aprontar na primeira rodada. O Botafogo goleou o favorito Cruzeiro. Para o time da estrela solitária foi um alento e uma felicidade em meio aos desastrosos movimentos de John Textor. Para a Raposa, é necessário um pouco mais de atenção. Não falta talento ao time e inteligência no banco de reservas. Mas não basta ser bom apenas na teoria, é preciso aplicar tal força na prática.
Começou o Brasileirão. Ainda existem 37 rodadas até o início de dezembro. Junto com estaduais, Libertadores, Sulamericana, Copa do Brasil e a parada para a Copa do Mundo.
Vamos ver quem vai sobreviver após essa loucura.
Até a próxima, Produção!!!

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